Arquivo de novembro, 2007

Video Completo

novembro 21st, 2007 | Categoria: Fun

Programa do mal!!!

Completo!!

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A Teoria das cordas (ou teoria das supercordas)

novembro 21st, 2007 | Categoria: Científicos

A Teoria das cordas (ou teoria das supercordas) é um modelo físico cujos blocos fundamentais são objetos extensos unidimensionais, semelhantes a uma corda, contrariamente aos pontos de dimensão zero( Partículas) que eram a base da física tradicional. Por essa razão, as teorias baseadas na teoria das cordas podem evitar os problemas associados à presença de partículas pontuais (entenda-se de dimensão zero) em uma teoria física, como uma densidade infinita de energia associada à utilização de pontos matemáticos. O estudo da teoria de cordas tem revelado a necessidade de outros objetos não propriamente cordas, incluindo pontos, membranas, e outros objetos de dimensões mais altas.
O interesse na teoria das cordas é dirigido pela grande esperança de que ela possa vir a ser uma teoria de tudo. Ela é uma possível solução do problema da gravitação quântica e, adicionalmente à gravitação, ela poderá naturalmente descrever as interações similares ao eletromagnetismo e outras forças da natureza. As teorias das supercordas incluem os férmions, os blocos de construção da matéria. Não se sabe ainda se a teoria das cordas é capaz de descrever o universo como uma precisa coleção de forças e matéria que nós observamos, nem quanta liberdade para escolha destes detalhes a teoria irá nos permitir. Nenhuma teoria das cordas fez alguma nova predição que possa ser experimentalmente testada.
Trabalhos na teoria das cordas têm levado a avanços na matemática, principalmente em geometria algébrica. A teoria das Cordas tem também levado a novas descobertas na teoria da supersimetria, que poderá ser testada experimentalmente pelo Grande Colisor de Hádrons. Os novos princípios matemáticos utilizados nesta teoria permitem aos físicos afirmarem que o nosso universo possui 11 dimensões, 10 espaciais e 1 temporal e isso explicaria as características das forças fundamentais da natureza.
O estudo das chamadas teorias das cordas foi iniciado na década de sessenta e teve a participação de vários físicos para sua elaboração. Essas teorias se propõem a unificar toda a física e unir a Teoria da relatividade e a Teoria Quântica numa única estrutura matemática. Embora não esteja totalmente consolidada, a teoria mostra sinais promissores de sua plausibilidade.
A teoria das cordas foi originalmente inventada para explicar as peculiaridades do comportamento do hádron. Em experimentos em aceleradores de partículas, os físicos observaram que o momento angular de um hádron é exatamente proporcional ao quadrado de sua energia. Nenhum modelo simples dos hádrons foi capaz de explicar este tipo de relação. Um dos modelos rejeitados tenta explicar os hádrons como conjuntos de partículas menores mantidas juntas por forças similares à força elástica. A fim de considerar estas “trajetórias de Regge” os físicos voltaram-se para um modelo onde cada hádron era de fato uma corda rotatória, movendo-se de acordo com a teoria da relatividade especial de Einstein. Isto levou ao desenvolvimento da teoria bosônica das cordas, que ainda é, geralmente, a primeira versão a ser ensinada aos estudantes. A necessidade original de uma teoria viável para os hádrons foi completamente preenchida pela cromodinâmica quântica, a teoria dos quarks e suas interações. Tem-se a esperança agora que a teoria das cordas ou algumas de suas descendentes irão prover uma compreensão mais fundamental dos quarks em si.
A teoria bosônica das cordas é formulada em termos da ação Nambu-Goto, uma quantidade matemática que pode ser usada para predizer como as cordas se movem através do espaço e do tempo. Pela aplicação das idéias da mecânica quântica às ações Nambu-Goto — um procedimento conhecido como quantização — pode-se deduzir que cada corda pode vibrar em muitos diferentes modos, e que cada estado vibracional representa uma partícula diferente. A massa da partícula e a maneira que ela pode interagir são determinadas pela forma de vibração da corda — em essência, pela “nota” que a corda produz. A escala de notas, cada uma correspondente a um diferente tipo de partícula, é denominada o “espectro” da teoria.
Estes modelos iniciais incluem cordas abertas, que têm duas pontas distintas, e cordas fechadas, onde as pontas são juntas de forma a fazer uma volta completa. Os dois tipos de corda diferem ligeiramente no comportamento, apresentando dois espectros. Nem todas as teorias de cordas modernas usam estes dois tipos; algumas incorporam somente a variedade fechada.
Entretanto, a teoria bosônica tem problemas. Mais importante, como o nome implica, o espectro de partículas contém somente bósons, partículas como o fóton, que obedecem regras particulares de comportamento. Ainda que os bósons sejam um ingrediente crítico do universo, eles não são o únicos constituintes. Investigações de como uma teoria poderia incluir férmions em seu espectro levaram à supersimetria, uma relação matemática entre os bósons e férmions, que agora forma uma área independente de estudo. As teorias de cordas que incluem vibrações de férmions são agora conhecidas como teorias das supercordas. Vários tipos diferentes de supercordas têm sido descritos.
Nos anos 90, Edward Witten e outros encontraram fortes evidências de que as diferentes teorias de supercordas eram limites diferentes de uma teoria desconhecida em 11 dimensões, chamada de Teoria-M. Esta descoberta foi a espoleta da segunda revolução das supercordas. Vários significados para a letra “M” têm sido propostos; físicos jocosamente afirmam que o verdadeiro significado só será revelado quando a teoria final for compreendida.
Muitos dos desenvolvimentos recentes nestes campos relacionam-se às D-branas, objetos que os físicos descobriram que também devem ser incluídos em qualquer teoria de cordas aberta O termo “teoria das cordas” pode referir-se tanto à teoria bosônica das cordas, com 26 dimensões, como à teoria das supercordas, descoberta pela adição da supersimetria, com suas 10 dimensões. Atualmente, o termo “teoria das cordas” usualmente refere-se à variante supersimétrica, enquanto as anteriores são designadas pelo nome completo “teoria bosônica das cordas’.
Enquanto a compreensão de detalhes das teorias das cordas e supercordas requer uma considerável sofisticação matemática, algumas propriedades qualitativas das cordas quânticas podem ser compreendidas de forma intuitiva. Por exemplo, cordas quânticas têm tensão, da mesma forma que um barbante. Esta tensão é considerada um parâmetro fundamental da teoria e está intimamente relacionada ao seu tamanho. Considere uma corda em loop fechado, abandonada para se mover através do espaço sem forças externas. Esta tensão tenderá a contraí-la cada vez mais para um loop menor. A intuição clássica sugere que ela deva encolher até um simples ponto, mas isto violaria o Princípio da incerteza de Heisenberg. O tamanho característico do loop da corda é um equilíbrio entre a força de tensão, atuando para reduzi-lo, e o princípio da incerteza, que procura mantê-lo aberto. Conseqüentemente, o tamanho mínimo de uma corda deve estar relacionado com a tensão que ela sofre.
“wikipedia”.

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O que é um buraco negro?

novembro 21st, 2007 | Categoria: Científicos

De forma muito simplista, um buraco negro é uma região no espaço que contém tanta massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Como a melhor teoria gravitacional no momento ainda é a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, somos obrigados a mergulhar em alguns dos resultados preditos por essa teoria para entender alguns detalhes de um buraco negro, mas vamos começar devagar, pensando sobre a gravidade em circunstâncias relativamente simples.

Suponha que você está na superfície de um planeta. Você atira uma pedra para cima. Supondo que você não atire muito forte, ela subirá por algum tempo, mas eventualmente a aceleração devida à gravidade do planeta vai faze-la descer de novo. Se você atirar a pedra com força suficiente, no entanto, você poderia faze-la escapar inteiramente da gravidade do planeta. A pedra continuaria a subir para sempre. A velocidade com que é necessário atirar a pedra para que ela escape da atração gravitacional do planeta é chamada de “velocidade de escape”. Como seria de esperar, a velocidade de escape depende da massa do planeta: se o planeta for extremamente massivo, sua gravidade é muito intensa, e a velocidade de escape muito elevada. Um planeta mais “leve” teria uma velocidade de escape inferior. A velocidade de escape também depende da distância a que você se encontra: quanto mais perto você estiver, maior a velocidade de escape. A velocidade de escape da Terra é de 11,2 km/s, enquanto que a velocidade de escape da Lua é de apenas 2,4 km/s. Imagine agora um objeto com tamanha massa, concentrada num raio pequeno de tal forma que sua velocidade de escape seja maior que a velocidade da luz. Neste caso, uma vez que nada pode se deslocar mais rapidamente que a luz, nada poderá escapar do campo gravitacional desse objeto. Mesmo um raio de luz seria puxado de volta gravidade e não teria como escapar. A idéia de uma concentração de massa tão densa que até mesmo a luz ficasse aprisionada vai bem ao passado, até Laplace, no século XVIII.

Quase imediatamente em seguida de Einstein ter desenvolvido a Relatividade Geral, Karl Schwarzschild descobriu uma solução matemática para as equações daquela teoria que descreviam um tal objeto. Foi somente muito mais tarde, com o trabalho de cientistas como Oppenheimer (o mesmo do Projeto Manhattan, da bomba atômica americana), Volkoff e Snyder, na década de 30, que se começou a pensar seriamente na possibilidade de que tais objetos pudessem realmente existir no Universo. Esses pesquisadores mostraram que, quando uma estrela suficientemente massiva consome todo o seu combustível, ela perde a capacidade de sustentar o encolhimento devido à sua própria atração gravitacional, e então desaba sobre si própria na forma de um buraco negro.

 

Na relatividade geral a gravidade é uma manifestação da curvatura do espaço-tempo. Objetos massivos distorcem as dimensões do espaço e tempo de tal forma que as regras normais da geometria não se aplicam mais. Perto de um buraco negro esta distorção do espaço é extremamente intensa, provocando o aparecimento de certas propriedades muito estranhas. Em particular, um buraco negro tem algo que se chama “horizonte de eventos”, que é uma superfície esférica que marca as fronteiras do buraco negro. Você pode passar através do horizonte de eventos no sentido de entrada, mas depois não pode sair mais. Na verdade, uma vez cruzado o horizonte de eventos, você está inexoravelmente fadado a se aproximar cada vez mais da “singularidade” localizada no centro do buraco negro. Você pode pensar no horizonte de eventos como um lugar em que a velocidade de escape é igual à velocidade da luz. Fora do horizonte de eventos, a velocidade de escape é menor do que a da luz , de modo que se você acionar seus foguetes com força suficiente poderá obter a energia necessária para escapar do buraco negro. Mas se você se encontrar dentro do horizonte de eventos, não importa quão potentes sejam seus foguetes, pois você não poderá escapar. O horizonte tem algumas propriedade geométricas realmente estranhas. Para um observador que esteja imóvel a alguma distância do buraco negro, o horizonte parece ser uma superfície esférica tranqüila e estática. Mas à medida que você se aproximar do horizonte, perceberá que ele está se movendo a uma velocidade espantosa. Na verdade, está se expandindo à velocidade da luz! Isto explica porque é tão fácil atravessar o horizonte na direção para dentro mas impossível retornar. Como o horizonte está se movendo à velocidade da luz, para poder escapar de volta através dele você teria que viajar a uma velocidade superior a da luz. Como você não pode viajar a uma velocidade maior que a da luz, você não pode escapar do buraco negro. Se toda esta história estiver soando muito estranha, não se preocupe. Ela é estranha. O horizonte é estático, num certo sentido, mas noutro sentido ela está se deslocando à velocidade da luz. É um pouco como aquela estória de Alice no País das Maravilhas: ela tinha que correr tão rápido quanto possível, apenas para permanecer no mesmo lugar.

Uma vez dentro do horizonte, o espaço-tempo é tão distorcido que as coordenadas que descrevem a distancia radial e tempo trocam suas posições, ou seja, a coordenada que descreve a sua distancia do centro, “r”, passa a ser uma coordenada do tipo tempo, e a coordenada “t” passa a ser do tipo espacial. Uma conseqüência disto é que você não consegue mais evitar o seu deslocamento no sentido de valores cada vez menores de “r”, da mesma forma como normalmente não consegue evitar o deslocamento da coordenada de tempo na direção do futuro (ou seja, no sentido de valores maiores de “t”). Eventualmente você vai atingir a singularidade, localizada em r=0. Você pode tentar evitá-la acionando seus foguetes, mas é inútil: não importa a direção em que você tente fugir, não conseguirá evitar seu futuro. Tentar evitar o centro de um buraco negro depois de ter atravessado seu horizonte é como tentar evitar a próxima segunda-feira. Por falar nisso, o nome “buraco-negro” foi inventado por John Archibald Wheeler, e parece ter ficado mesmo por ser muito mais atraente dos que os anteriores. Antes de Wheeler aparecer, esses objetos eram conhecidos como “estrelas congeladas”.

Você sabe como se formam os buracos negros?

As estrelas nascem, evoluem e morrem. A fase final da evolução de uma estrela vai depender da massa inicial da estrela e se elas evoluem isoladas ou em um sistema binário fechado (em que as estrelas estão próximas entre si). Estas fases são: 1. Se a massa inicial da estrela for menor que 3M (onde M é a massa do sol) e depois da fase de gigante vermelha a estrela perde massa e forma uma anã branca, com m < 1,4M. Neste caso ocorre a degenerescência eletrônica (os átomos perdem os seus elétrons); 2. Se a massa inicial for maior que 3M, a estrela, após a fase de gigante vermelha, explode como supernova, podendo ou não Ter um “caroço” no centro. Se a massa deste “caroço” for menor que 2M ele se transforma numa estrela de nêutrons quando teremos degenerescência nuclear (elétrons e prótons se fundem em nêutrons); 3. Se massa do “caroço” após a explosão de supernova for maior que 2M, o “caroço” se colapsa a um buraco negro.

 

Se a estrela evoului num sistema binário fechado, há transferência de matéria entre as estrelas de forma que muitas vezes uma delas acumula uma grande massa que provoca sua explosão como supernova. O resultado mais provável é a formação de uma estrela de nêutrons a partir do “caroço” que sobra da explosão, mas existem sistemas duplos, como Cygnus X-1 em que a componente compacta parece ser um buraco negro.

 

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Em um universo gigantesco, nossa Terra não é tão importante quanto imaginamos !

novembro 20th, 2007 | Categoria: Científicos

Algumas pessoas muitas vezes se deparam com notícias espaciais ou astronômicas que fazem menção ao tamanho dos planetas do sistema solar ou até mesmo dos extra-solares.

No entanto, algumas dessas pessoas não tem a real idéia do tamanho dos planetas.

Se você é uma dessas pessoas, não se preocupe. Vamos dar uma mãozinha pra você. Comparando o tamanho dos planetas e de algumas estrelas, você vai ver que, mesmo Júpiter, o gigante gasoso do nosso sistema solar, não é tão grande quanto você pensa.

Para que possamos comparar melhor o tamanho dos diversos astros, vamos observar algumas imagens.

A primeira delas nos mostra que a Terra e Vênus tem tamanho muito parecidos. O raio equatorial da Terra é de 6378 km, enquanto o de Vênus, 6051 km. Uma diferença não muito grande.

Marte, por sua vez, é bem menor. Seu raio é de 3397 km, ou seja, um pouco maior que a metade do nosso planeta. Marte é 1.3 vezes maior que Mercúrio, com 2439 quilômetros de raio, que por sua vez é o dobro de Plutão, com 1160 km. Não é a tôa que Plutão foi rebaixado, não acha? A maioria dos telescópios de médio porte, usado por amadores, não consegue vê-lo. Plutão é menor que nossa Lua, que tem 1738 quilômetros de raio!

Gostou dessa comparação? Então vamos à próxima.
Ela nos mostra os gigantes gasosos, como são conhecidos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Júpiter, o maior planeta do sistema solar, tem 71492 quilômetros de raio, 11 vezes maior que o raio do nosso planeta. Se fosse ôco, caberia mais de 2 mil Terras dentro dele! Saturno, o segundo maior planeta, não fica atrás. Seu raio é de 60268 quilômetros.

Bem menores, Urano e Netuno têm 51108 e 49538 quilômetros de raio, mesmo assim, aproximadamente 8 vezes maiores que Terra. A figura mostra bem o quanto somos pequeninos perto desses gigantes de gás !

Na sequência vemos o Sol. Seu raio, de 695 mil quilômetros é 100 vezes maior que o raio terrestre. Mesmo o gigantesco Júpiter não passa de uma bolinha de gude quando comparado ao astro-rei. Veja que a Terra, nossa bela Terra, não atinge sequer o tamanho de uma pulga !

Mas as comparações não param. Nem mesmo o Sol é tão grande quanto parece. O video mostra que até ele se torna uma pequena estrela quando comparado à outros sóis, muitos anos-luz distantes. Nosso Sol não passa de uma lanterna quando comparado à Sirius, distante 25 anos-luz do nosso planeta e a estrela mais brilhente no céu noturno.

Mas até mesmo Sirius, se comparada à grande Arcturus, perde sua majestada. Essa estrela gigante, 17 vezes maior que o Sol, põe suas concorrentes no chão e faz nosso Sol parecer uma pequena lamparina !

Mas não se iluda. No universo a briga é boa e quando você acha que já viu tudo, pode se enganar.

Agora quem parece uma pulga é a gigantesca Arcturus. Perto de Antares, uma supergigante vermelha distante 600 anos-luz da Terra, tudo parece pequeno. Antares é 700 vezes maior que nosso sol e brilha 10 mil vezes mais forte. Localiza-se no centro da constelação do Escorpião, e devido à sua coloração avermelhada, alguns astrônomos a chamam de Coração do Escorpião.

E tem mais e mais …

Como deu pra notar, em um universo gigantesco, nossa Terra não é tão importante quanto imaginamos !

(Apolo11)

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Universos Paralelos Comprovados

novembro 20th, 2007 | Categoria: Científicos


:: Acid ::

Está provada a existência de universos paralelos, de acordo com uma descoberta
matemática de cientistas de Oxford

A primeira teoria do universo paralelo, proposta em 1950 pelo físico Norte
Americano Hugh Everett, ajuda a explicar os mistérios da mecânica quântica que
durante décadas permanecerá uma incógnita. No universo de “inúmeros mundos” de
Everett, cada vez que uma possibilidade física é explorada, o universo
divide-se. Atribuindo-se um número de possíveis resultados, cada qual é
descriminado - no seu próprio universo.

Um motorista que não morra por um triz, por exemplo, pode sentir-se aliviado
pela sua sorte, mas num universo paralelo ele pode ter morrido. Ainda outro
universo irá assistir à recuperação do motorista depois de ser tratado no
hospital. O número de possíveis cenários é infinito.

A idéia é bizarra, e por isso mesmo relegada por muitos experts na matéria. Mas
uma pesquisa de Oxford empresta uma resposta matemática aos enigmas quânticos
que não pode ser facilmente descartada, sugerindo que o Dr. Everett - estudante
de Phd na Princeton University quando inventou a teoria - estava no caminho
certo. Comentando na revista New Scientist, o Dr. Andy Albrecht, físico da
University of California, afirma: “Esta pesquisa é um dos mais importantes
avanços na história da ciência”.

De acordo com a mecânica quântica, numa escala sub-atômica, não se pode afirmar
que algo existe até que seja observado. Até agora se observou que as partículas
ocupam estados nebulosos de “superposição”, nos quais poderão ter spins
simultâneos para “cima” e para “baixo”, ou se apresentem em diferentes locais ao
mesmo tempo.

A observação parece “aprisionar” um estado particular da realidade, da mesma
forma que se pode dizer que uma moeda que gira é “cara” ou “coroa” quando é
apanhada. De acordo com a mecânica quântica, as partículas não-observadas são
descritas por “funções de onda”, representando uma quantidade de múltiplos
estados “prováveis”. Quando o observador mede, a partícula se acomoda a uma
dessas múltiplas opções.

A equipe de Oxford, liderada pelo Dr. David Deutsch, mostrou matemáticamente que
a estrutura tipo “arbusto” - criada pelo universo que se divide em paralelas
versões de si mesma - pode explicar a natureza de probabilidades dos resultados
quânticos.

Fonte: My tourette;
Telegraph.co.uk

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Um novo paradigma sobre as velas bicolores

novembro 16th, 2007 | Categoria: Fun

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Estrela do Caos 3D - cabeça do site

novembro 14th, 2007 | Categoria: Estrelas do Caos

Foi a partir destas estrelas que foi construído o topo deste site. Hipnotizantes, não?

(aguarde o carregamento, são aproximadamente 450kb)

 

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Buraco Negro ou Estrela do Caos?

novembro 14th, 2007 | Categoria: Estrelas do Caos, Textos de Membros

Buraco Estrela

Este é a imagem de uma reportagem que saiu no Globo, Jornal do Brasil e Folha de São Paulo na sexta-feira dia 09/11/2007. Trata-se de uma descoberta. Os cientistas estavam querendo saber de onde vinha uma chuva de energia detectada que caía sobre a Terra. Montaram um equipamento para fazer o caminho inverso dos raios, seguiram a trilha e encontraram a origem da chuva no buraco negro.

Agora repare bem em quantas pontas tem o buraco negro. O que você vê?

Engraçado, porque o buraco negro vem de uma estrela. Seria uma estrela “morta”. Será que toda estrela morta se transforma em uma Estrela do Caos? Seria um belo paradigma. Principalmente se juntarmos “é necessário ter em si, ainda, o caos, para parir uma estrela dançante” (Nietzsche) com “a morte é a coroa de todos” (Livro da Lei).

Interessante esse papo de buraco-negro. Pode render belos rituais.

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Liber KKK

novembro 14th, 2007 | Categoria: Libers, Rituais, Técnicas

O Liber KKK - Kaos Keraunos Kybernetos - é o primeiro programa de treinamento mágico sistemático e completo dos últimos tempos. É um substituto definitivo para a Magia Sagrada de Abramelin, O Mago, cujo sistema tornou-se obsoleto devido a seu transcendentalismo monoteísta e sua dependência em formas repressivas de gnosis inibitória, não mais reconhecidas como apropriadas. Kaos Keraunos Kybernetos pode ser livremente traduzido do grego como “o raio do caos dirige todas as coisas”.

O Liber KKK é apresentado como uma série de técnicas mágicas genéricas, as quais devem ser transformadas pelo mago em um programa funcional, utilizando quaisquer símbolos, instrumentos e formas de gnosis que preferir. Não seria apropriado para um texto de Magia do Caos prescrever quaisquer crenças ou dogmas em particular, exceto que a magia funciona se certos princípios gerais forem seguidos. Não seria apropriado para qualquer mago Caótico aderir cegamente aos mínimos detalhes de qualquer sistema. O Liber KKK pode ensinar bastante sobre o processo de adaptar procedimentos gerais ao gosto e objetivo pessoal. O Liber KKK pode ser experimentado por qualquer adulto. A palavra “mago” se aplica igualmente a qualquer um dos sexos.

O Liber KKK é uma série de vinte e cinco operações mágicas, ou “conjurações”. As cinco conjurações clássicas de Evocação, Divinação, Encantamento, Invocação e Iluminação são realizadas nos cinco níveis: Feitiçaria, Magia Xamânica, Magia Ritual, Magia Astral e Alta Magia. Assim, todo o trabalho resume sistematicamente toda a tradição de técnica mágica, guiando o mago de práticas simples e da manufatura de instrumentos até o domínio de experimentos mais complexos a nível psíquico.

É altamente desejável que o mago possua alguma forma de templo privativo para suas conjurações. É ainda essencial que o mago mantenha-se ativo no mundo durante todo o período do trabalho. O trabalho não impõe nenhuma forma de reclusão; ao contrário, o mundo que envolve o mago é utilizado como campo de provas para a magia. Assim, os assuntos sociais e profissionais do mago são o foco primordial de toda sua magia. Realizando esta magia, ele gradualmente define seu estilo ou espiritualidade. É tolice definir a espiritualidade de outra forma a não ser a maneira como a pessoa vive. Só através da prática pode-se descobrir se o Caminho da Magia deve possuir um componente espiritual; quaisquer constrições ou exortações são inúteis.

Não há limite máximo quanto ao tempo que será reservado para completar o trabalho, mas ele não pode ser concluído em menos de um ano. Qualquer pessoa com tempo para completar a operação em menos de um ano deve pensar em adotar mais compromissos terrenos para servirem como metas arbitrárias, que serão sustentadas por várias partes do trabalho. Resultados objetivos são a prova da magia; todo o resto é misticismo.

Amostras da Pedra Filosofal que não transmutem chumbo em ouro também falharão como elixir de iluminação em um estilo de vida dominado pelo risco e pela incerteza. O mago deve analisar se de fato precisa adotar projetos envolvendo tais elementos antes de iniciar o trabalho.

Para o propósito desta operação, os cinco atos mágicos classicos de Evocação, Divinação, Encantamento, Invocação e Iluminação são definidos da seguinte forma:

EVOCAÇÃO

É o trabalho com entidades que podem existir naturalmente ou ser criadas. Podem ser consideradas como espíritos independentes, fragmentos do subconsciente do mago, ou como egrégoras das várias espécies de formas de vida, de acordo com gosto pessoal e estrutura de crenças. Na prática, a Evocação é normalmente praticada para o Encantamento, no qual as entidades evocadas são levadas a criar efeitos em benefício do mago. Entidades evocadas também são úteis na Divinação, onde são utilizadas para descobrir informações para o mago.

DIVINAÇÃO

Inclui todas aquelas práticas nas quais o mago tenta expandir sua percepção por meios mágicos.

ENCANTAMENTO

Inclui todas aquelas práticas nas quais o mago tenta impor sua vontade sobre a realidade.

INVOCAÇÃO

É a afinação deliberada do consciente e do inconsciente com alguma idéia arquetípica ou significativa. As concepções clássicas das formas de divindade Pagãs são comumente usadas, mas outros princípios também servem. A Invocação cria estados de inspiração ou possessão durante os quais o Encantamento, a Divinação e ocasionalmente a Evocação podem ser realizados.

ILUMINAÇÃO

É a auto-modificação deliberada por meio de magia, e pode incluir feitiços de Encantamento usados por alguém para reparar fraquezas e aumentar forças, e Divinação e Invocação realizadas para inspiração e direção.

Assim, todas as operações mágicas baseiam-se no uso da vontade, percepção e imaginação, o que significa que todas são espécies de Encantamento ou Divinação. Imaginação é o que ocorre quando a vontade e a percepção estimulam uma à outra.

Os cinco níveis de atividade mágica (Feitiçaria, Xamânica, Ritual, Astral e Alta Magia), são definidas da seguinte maneira para o propósito desta operação:

FEITIÇARIA

É a magia simples, que depende das conexões ocultas que existem entre os fenômenos físicos. A Feitiçaria é uma arte mecânica que não requer a teoria de que existe a conexão entre a mente do operador e o alvo. Quaisquer efeitos que venham a surgir de tal conexão podem, entretanto, ser encarados como um bônus adicional. Trabalhando no nível da feitiçaria, o mago cria artefatos, instrumentos e ferramentas que interagem magicamente com o mundo físico, podendo ser usadas de forma mais sutil nos outros níveis. O trabalho do nível da feitiçaria deve ser realizado em seus mínimos detalhes; por mais simples que pareçam suas práticas, elas são a fundação sobre a qual reside o trabalho mais elevado.

MAGIA XAMÂNICA

Trabalha nos níveis de transe, visão, imaginação e sonho. Abre o subconsciente do mago negando o censor psíquico, através de várias técnicas. O mago enfrenta um perigo considerável neste nível e pode ter que recorrer freqüentemente às técnicas da feitiçaria ou a rituais de banimento, se houver risco de obsessão ou de ser dominado.

MAGIA RITUAL

Combina as habilidades desenvolvidas nos níveis de Feitiçaria e Xamânico. O mago reúne o uso de ferramentas da Feitiçaria com os poderes subconscientes liberados no nível Xamânico e combina-os de forma controlada e disciplinada.

MAGIA ASTRAL

É realizada através da visualização e dos estados alterados de consciência, ou apenas pela gnosis. Não é utilizada nenhuma parafernália física, apesar das ferramentas e instrumentos dos níveis anteriores poderem ser usadas sob a forma de imagens visualizadas. No início, o mago provavelmente precisará de reclusão, silêncio, escuridão e esforços consideráveis em concentração e transe para ter êxito neste tipo de magia, mas a prática lhe permitirá realizá-la em qualquer lugar.

ALTA MAGIA

É aquela que ocorre quando não há impedimento ao efeito mágico direto da vontade, nenhuma barreira à clarividência e presciência, e nenhuma separação entre o mago e qualquer forma de consciência que ele decida assumir. Para a maioria das pessoas, os portais da Alta Magia são abertos em alguns poucos pontos culminantes da vida. À medida que o Mago progride em seu treinamento, o momentum que adquire forçará os portões do miraculoso a abrirem-se mais seguidamente. Não se oferece aqui os procedimentos para as cinco conjurações da Alta Magia. Ela representa o ponto onde a técnica dá lugar à mais alta capacidade intuitiva, e cada um deve intuir a chave para libertar tais poderes para si mesmo.

As primeiras vinte conjurações ensinam toda a gama de truques e técnicas artificiais para lançar e capturar o raio mágico. Na Alta Magia, o Caos primordial no centro de nosso ser agarra ou arremessa o raio por si só.

As cinco conjurações em cada nível podem ser praticadas em qualquer ordem, mas todas devem ser completadas antes de se começar o nível seguinte. O mago deve preparar-se para iniciar a operação como um todo em uma data auspiciosa ou com significado pessoal; talvez um aniversário ou data de mudança sazonal. Um livro é preparado, no qual o mago deve registrar os resultados com cada uma das vinte e cinco conjurações. Apenas os resultados satisfatórios devem ser anotados, e o mago deve modificar sua abordagem a cada conjuração até que resultados dignos de nota sejam alcançados. Resultados menores podem ser anotados em qualquer outro lugar, para referência. O registro da operação do Liber KKK, entretanto, deve conter um relato de sucessos notáveis com cada uma das vinte e cinco conjurações. Um único sucesso com cada uma deve ser considerado como um mínimo absoluto, enquanto cinco sucessos em cada uma das vinte e cinco pode ser visto como um trabalho perfeitamente consumado.

Com a possível exceção dos atos de Alta Magia, todas as conjurações devem ser planejadas detalhadamente de forma antecipada. Antes de entrar no templo para iniciar o trabalho, o mago deve saber precisamente o que ele pretende fazer. Muitos magos preferem escrever um roteiro para uma conjuração, mesmo que raramente venham de fato a usá-lo. O mago terá muitas vezes que fazer mais do que foi planejado, movido pela inspiração e pela necessidade. Ainda assim, nunca deverá esquecer de realizar o que planejara ou começar a trabalhar com apenas uma vaga idéia do que irá fazer.

Feitiçaria - Conjurações Um a Cinco

A Feitiçaria depende da exploração das conexões psíquicas entre os fenômenos físicos, e apenas secundariamente em estabelecer conexões psíquicas entre os fenômenos mentais e físicos. Cada uma das conjurações requer o uso de intrumentos físicos que poderão ser usados novamente em outros níveis. É altamente desejável que o mago faça estes instrumentos com suas próprias mãos. Entretanto, ele pode adaptar objetos existentes para seu uso se estes têm um significado pessoal, são raros, têm o design criado pelo mago, ou se tais objetos tornam-se disponíveis de forma incomum ou significativa. Não é acidentalmente que as técnicas de feitiçaria muitas vezes lembrem certos padrões de comportamento infantil. Crianças geralmente têm uma familiaridade natural com os princípios mágicos mais simples, mesmo que não possuam a persistência ou a coragem para fazê-los funcionar. O mago adulto busca reconquistar este senso infantil de imaginação, fluidez e pensamento fantasioso, para torná-lo algo com poder real.

Conjuração Um - Evocação em Feitiçaria

Com suas próprias mãos, O mago cria uma representação física de uma entidade fetiche, seja esculpindo, moldando ou montando. Suas funções são, em geral, atrair sucesso, proteger do azar e agir com uma reserva de poder para o mago. Sua forma deve lembrar algum tipo de ser vivo verdadeiro ou quimérico, cuja forma sugere sua função. Se possui forma vagamente humanóide, é conhecido como um Homunculus. Deve conter partes do corpo do mago, ou pelo menos ser ungido com sangue ou fluidos sexuais. O mago trata o fetiche como um ser vivo, dizendo-lhe sua vontade, comandando-o a exercer sua influência a seu favor e carregando-o junto a si em momentos cruciais. Alguns magos preferem fazer dois fetiches, um como instrumento de vontade e o outro para trazer conhecimento e informações.

Conjuração Dois - Divinação em Feitiçaria

O mago prepara um modelo simples do universo para ser usado como instrumento divinatório. Um jogo de Runas é o ideal para este propósito. Bastões de geomancia oferecem um modelo mais simples, enquanto o Tarot e o I Ching podem provar-se muito complexos para o trabalho posterior nos níveis Xamânicos, a menos que sejam abreviados de alguma forma. O mago deve realizar a divinação tanto de forma geral quanto para responder perguntas específicas. O instrumento divinatório deve ser tratado como um elemento diretamente relacionado às partes da realidade que representa, e os procedimentos do sortilégio devem ser considerados como um espelho do processo através do qual a realidade toma suas decisões. A ação divinatória deve ser afinada a uma frequência e complexidade que permita que as respostas sejam lembradas. É preferível realizá-la para fenômenos que sejam passíveis de confirmação positiva ou negativa dentro de um período de tempo relativamente curto.

Conjuração Três - Encantamento em Feitiçaria

Para o trabalho da terceira conjuração, o mago pode precisar preparar ou adquirir alguns instrumentos, sendo o mais importante dentre eles uma ferramente especial ou arma mágica, para encantamento. Um pequeno bastão pontudo ou uma faca são especialmente convenientes. Este instrumento ou arma especial pode também ser muito útil para traçar os pentagramas no Ritual Gnóstico do Pentagrama. Um pedaço de argila do diâmetro de um punho pode ser o único outro instrumento requerido. Para realizar o Encantamento em Feitiçaria, o mago faz representações físicas de sua vontade e desejo. Quando possível, a arma mágica deve ser usada para ajudá-lo a fazer ou manipular essas representações. Como sempre, ele deve ter como meta influenciar os eventos antes que a natureza tenha tomado uma decisão. Não exija muito da natureza conjurando eventos altamente improváveis.

Conjuração Quatro - Invocação em Feitiçaria

A meta da quarta conjuração é criar mudanças radicais no comportamente através de alterações temporários no ambiente. Não há limite para as variações de experiência que o mago pode querer ter. Ele pode, por exemplo, depois de uma pesquisa cuidadosa, seguir disfarçado até um lugar estranho e interpretar um papel social completamente novo. Da mesma forma, ele pode querer equipar seu templo e a si mesmo de forma que possa experimentar ser um deus egípcio durante algum tempo. Na Invocação em Feitiçaria, o mago testa os limites máximos de sua habilidade de criar mudanças arbitrárias modificando seu ambiente e seu comportamento.

Conjuração Cinco - Iluminação em Feitiçaria

Nos trabalhos de iluminação, o mago procura se auto-aperfeiçoar de alguma maneira específica e precisamente definida. Planos grandiosos de iluminação espiritual devem ser abandonados em favor de um trabalho que identifique e supere suas fraquezas mais óbvias e fortaleça as qualidades existentes. Para o trabalho de iluminação, o mago faz ou adquire algum objeto para representar sua busca como um todo. Este objeto é tecnicamente conhecido como uma “lâmpada”, embora possa tomar qualquer forma, desde um anel até uma mandala. A “lâmpada” é utilizada como uma base sobre a qual proclamar pactos e resoluções variadas. Tais pactos e resoluções podem também ser marcadas no design da lâmpada. O mago pode precisar realizar vários atos suplementares de invocação, encantamento, divinação e mesmo evocação para ter progresso no trabalho de iluminação. Não é incomum para o mago destruir e refazer a lâmpada durante o trabalho de iluminação.

Conjurações Seis a Dez - Magia Xamânica

A Magia Xamânica depende do uso de estados alterados de consciência nos quais a visualização ativa e a busca da visão passiva possam ocorrer mais facilmente. Os estados alterados mais fáceis e seguros de obter são aqueles de quase-sono, sonho e transes leves obtidos através de meditação silenciosa. Entretanto, qualquer método de Gnosis pode ser usado de acordo com o gosto do mago. Nos exercícios iniciais, é sábio evitar certas práticas perigosas e extáticas que possam levar a uma perda de controle. Em geral, é preferível tentar aprofundar o transe através de concentração na visualização e na visão do que aprofundá-lo através de Gnosis extrema. Na Magia Xamânica, o mago está buscando descobrir e estabelecer conexões entre sua imagética mental e os fenômenos do mundo. As visões ocorrem freqüentemente em linguagem simbólica; assim, por exemplo, doenças podem tomar a forma de insetos ou animais repugnantes, e medos ou desejos podem surgir como espíritos. O mago ou o xamã deve lidar com tais coisas como as imagens que se apresentam, banindo ou invocando tais formas através de visualização e, quando necessário, interpretando seu significado físico. A magia xamânica tende a se tornar um exercício extremamente livre e idiossincrático, no qual o mago também explora sua capacidade de sintetizar símbolos.

Conjuração Seis - Evocação Xamânica

Neste trabalho, o mago se esforça para estabelecer uma visão de uma entidade que ele cria para obedecer suas ordens. É sempre útil trabalhar com as formas visualizadas das entidades utilizadas para a evocação em feitiçaria, embora outras formas possam ser escolhidas. Em geral, entidades são usadas para encorajar eventos desejados a se materializarem, ou para buscar informações, em situações que sejam muito complexas para que simples encantos ou divinações resolvam o caso. Entidades agem como encantos semi-inteligentes como um nível limitado de ação independente. O mago intenta construir uma comunicações crescente com as entidades que conjurou em sua imaginação até que elas comecem a ter verdadeiro efeito sobre o mundo. Alguns dos melhores trabalhos com entidades podem ser mais facilmente realizados interagindo com elas em sonhos.

Conjuração Sete - Divinação Xamânica

Na Magia xamânica, a divinação consiste em uma busca de visões que respondam a algumas perguntas em particular. Entretanto, o termo “busca de visões” deve ser compreendido de forma a incluir uma busca para uma resposta captada de qualquer forma, seja através de vozes alucinatórias, sensações táteis ou qualquer coiisa. Em geral, o mago se concentra na pergunta que deseja fazer, enquanto adentra seu estado de sonho, quase-sono ou transe, e então permite que um fluxo de imagens, vozes ou outras sensações surjam dento de si. Uma visão de forma completamente livre pode ser buscada e mais tarde interpretada, ou o mago pode tentar estruturar sua experiência procurando por símbolos especiais, especialmente aqueles escolhidos para o trabalho de divinação em feitiçaria.

Conjuração Oito - Encantamento Xamânico

No Encantamento Xamânico, o mago busca impor sua vontade sobre o mundo através de uma visualização direta ou simbólica de seu desejo. Assim, enquanto em sua forma escolhida de transe, ele convoca uma imagem do fenômeno alvo e visualiza seu desejo se realizando. O mago comumente descobrirá que é útil visualizar-se viajando em espírito até a pessoa ou situação que deseja influenciar. Ele então visualiza uma encenação imaginativa durante a qual a situação ou o comportamento da pessoa muda para adequar-se a seu desejo. Não é incomum que a visualização torne-se um tantgo simbólica ou distorcida ou colorida pela imaginação do mago. Em geral, estas distrações devem ser banidas por meio de uma concentração ainda maior na visualização desejada. Entretanto, se forem persistentes, eles podem revelar algum conhecimento sobre o alvo ou sobre a relação do mago com ele, e isto pode ser usado para melhorar seu encantamento. Por exemplo, se uma pessoa-alvo repetidamente parece possuir algum tipo de aura ou forma animal durante uma visão, é normalmente melhor trabalhar a visualização diretamente sobre isto. Da mesma forma, se uma situação-alvo parece ter algum tipo de vibração característica ou “sensação”, provavelmente o mago será mais bem-sucedido se trabalhar sua magia sobre uma visualização disto, ao invés da imagem real da situação.

Conjuração Nove - Invocação Xamânica

Na Invocação Xamânica, o mago obtém conhecimento e poder a partir de Atavismos, normalmente atavismos animais. Existe um bom número de explicações engenhosas sobre o porquê dessas experiências serem possíveis. O código genético humano contém uma enorme quantidade de informações que aparentemente não são utilizadas. Muitas delas podem estar relacionadas à nossa história evolucionária. O cérebro humano desenvolveu-se através de um processo de adição, ao invés de modificação completa. As partes mais antigas de nossos cérebros contêm circuitos e programas idênticos aos de outros animais. Alguns magos consideram que a porção psíquica dos humanos é construída a partir do entulho psíquico de muitas criaturas anteriores, incluindo os animais, do mesmo modo que acontece com o corpo físico. Outros argumentam que as psiques coletivas das várias espécies animais estão disponíveis telepaticamente.

Para realizar a Invocação Xamânica, o mago se esforça para obter algum tipo de possessão por um atavismo animal. A seleção de uma forma particular de animal é uma questão muito pessoal. Pode ser que o mago tenha certa afinidade com um animal desde a infância, ou tenha alguma característica física ou mental que sugira um animal, ou pode ser que surja uma intuição ou que ocorra uma revelação visionária repentina. Para desenvolver a invocação, o mago deve tentar visualizar-se na forma animal durante o transe, e até mesmo tentar projetar-se em viagem astral sob a forma do animal escolhido. Costuma ser útil imitar o comportamento do animal em um ambiente adequado. Com a prática, vários graus de divisão da consciência podem ser alcançados, nos quais é possível para o mago interrogar seu atavismo sobre assuntos que ele compreenda, e pedir a ele que forneça seus poderes que podem ser suportados pelos corpos físico e astral do mago.

Conjuração Dez - Iluminação Xamânica

A assim chamada jornada medicinal da Iluminação Xamânica é uma busca por auto-conhecimento, auto-renovação ou auto-desenvolvimento. Ela pode tomar muitas formas. Tradicionalmente ela costuma tomar a forma de uma experiência de morte e renascimento, na qual o mago visualiza sua própria morte e o desmembramento de seu corpo, seguidos por uma reconstrução de seu corpo e “espírito”, e um renascimento. Este processo é algumas vezes acompanhado de privações físicas, como insônia, jejum e dor, para aprofundar os transes. Outro método é conduzir uma série de jornadas visionárias convocando os assim chamados “espíritos” dos fenômenos naturais, animais, plantas e minerais, e pedir a eles que concedam conhecimento. O método mais simples de todos é recolher-se por alguns dias em um lugar selvagem e afastado, longe de habitações humanas, e ali conduzir uma completa revisão de sua vida até o presente, e também de suas expectativas para o futuro.

Conjurações Onze a Quinze - Magia Ritual

Na magia ritual, o uso físico de instrumentos mágicos é combinado com estados alterados de consciência em uma série de cerimônias estruturadas. Você, o mago, começa também a incorporar certas teorias mágicas dentro do projeto de seu trabalho, para fazê-lo mais preciso e efetivo. Em particular, você deveria buscar ampliar seu uso de transe, utilizando variadas técnicas de gnosis. Isto tem o efeito de trazer mais completamente à tona as partes inconscientes da mente, as quais realmente fazem a magia. Na magia ritual é feito um uso considerável de vários sistemas de correspondência simbólica, pensamento analógico e sigilos. Eles são usados para se comunicar com o inconsciente e para preocupar a mente consciente enquanto a magia está sendo realizada.

A magia ritual é sempre estruturada como uma abordagem indireta do desejo no nível consciente. O mago ritualístico nunca trabalha com uma representação ou visualização direta do que deseja, mas sim com algum sigilo ou analogia simbólica, que dentro de um estado gnóstico estimula o real desejo no inconsciente.

Conjuração Onze - Evocação Ritual

Para a evocação ritual, os magos podem escolher continuar usando as formas de entidade desenvolvidas nos níveis de feitiçaria ou xamânicos, ou podem querer experimentar com as formas tradicionais dos clássicos grimórios de espíritos. Alternativamente, eles podem tentar construir suas próprias formas de entidade. Reza a tradição que um mago não deve manter mais que quatro entidades ao mesmo tempo, e na prática isso parece uma boa regra. Na evocação ritual sempre se utiliza uma base material, mesmo que seja apenas um sigilo gráfico desenhado em um papel. Nas evocações iniciais, o mago constrói uma forte imagem visualizada da entidade, usando gnosis completa. Nas evocações seguintes, você envia várias ordens e orientações para a base material da entidade, ou busca receber informações dela. A base material deveria ser manejada ritualisticamente e durante o estado de gnosis, sempre que possível. Quando não estiver em uso, ela deveria estar escondida.

Conjuração Doze - Divinação Ritual

Na divinação ritual, algum tipo de instrumento físico é manipulado para dar uma resposta simbólica ou analógica durante o estado de gnosis. Estados profundos de gnosis tendem a impedir o uso de instrumentos divinatórios complexos, como a Cabala ou o I Ching, para muitas pessoas. Outros podem achar que sistemas muito simples, tais como o lançamento de ossos, tendem a conceder muito pouca informação para este tipo de trabalho, enquanto sistemas de complexidade intermediária, como as runas, o tarot ou a geomancia ocidental são freqüentemente mais proveitosos. Antes da divinação o mago deveria carregar ritualisticamente o instrumento divinatório com um sigilo ou representação analógica da questão. A seleção divinatória é então realizada sob gnosis. A interpretação pode ser feita sob gnosis, ou depois do retorno à consciência comum.

Conjuração Treze - Encantamento Ritual

Para o encantamento ritual, o mago pode escolher usar o instrumento especial de encantamento do trabalho no nível de feitiçaria, a menos que esteja particularmente inspirado para criar um instrumento melhor. O instrumento de encantamento ou “arma mágica” é usado para traçar sigilos no ar e, quando possível, na manufatura e manipulação de vários encantos. Todo encantamento ritual depende do uso de algum tipo de encanto para ocupar e driblar a mente consciente, trazendo o poder do inconsciente para a ação. Um encanto pode consistir de virtualmente qualquer coisa, desde a manufatura e consagração de um sigilo até a manipulação de imagens de cera ou uma encenação ritual de alguma analogia de um desejo. Em todos os casos, o mago precisa usar a gnosis e a concentração sobre o encanto em si, ao invés de no desejo que ele representa, para realizar encantamentos efetivos.

Conjuração Catorze - Invocação Ritual

Na invocação ritual, você, o mago, busca saturar seus sentidos com experiências que correspondam ou simbolizem alguma qualidade particular que você deseja invocar. Assim, pode-se adornar o templo e a si mesmo com cores, aromas, símbolos, números, pedras, plantas, metais e sons correspondentes àquilo que será invocado. Você pode também adaptar seu comportamento, pensamentos e visualizações, enquanto em gnosis, em uma tentativa de ser possuído pelo que você invoca. Na prática, as formas de divindade clássicas são usadas freqüentemente, já que os panteões pagãos oferece um espectro de qualidades que resumem toda a psicologia. Você não deve restringir-se a invocar apenas aquelas qualidades pelas quais tem uma simpatia pessoal. Qualquer invocação particularmente bem-sucedida deveria ser seguida, algum tempo depois, por uma invocação de qualidades completamente diferentes. Um programa meticuloso de invocação ritual deveria abranger o sucesso com pelo menos cinco invocações completamente diferentes.

Conjuração Quinze - Iluminação Ritual

Na iluminação ritual, o mago aplica a si mesmo vários atos rituais de divinação, encantamento, evocação e invocação, com fins de auto-desenvolvimento. Como com todos os atos de iluminação, as mudanças pretendidas devem ser específicas, ao invés de vagas e gerais. Para esta conjuração, você pode achar útil preparar uma “lâmpada” mais elaborada, talvez na forma de uma mandala representando seu eu ou sua alma. Um efeito comum da iluminação ritual é forçar o mago a escolher entre Atman e Anatta. Se você trabalha dentro do paradigma de Anatta, a hipótese de não-alma, a iluminação é uma maneira de adicionar ou de apagar certos padrões de pensamento e comportamento. Se o mago trabalha dentro do paradigma de Atman, a doutrina da alma pessoal ou Sagrado Anjo Guardião, ele encara uma situação mais complexa, perigosa e confusa. Se existe a presunção de que uma alma pessoal existe, mas sem um Querer Verdadeiro, o mago do Atman pode proceder como se fosse um Anatta-ísta. Se um Querer Verdadeiro presumidamente existe, então a conjuração precisa ser direcionada à sua descoberta e implementação. Eu tenho evitado seguir muito longe neste caminho, mas observei o processo dar espetacularmente errado em inúmeros casos. Àqueles que desejam tentá-lo, é aconselhável evitar aceitar como Querer Verdadeiro qualquer coisa que entre radicalmente em conflito com o senso comum ou o “querer inferior”, como é chamado neste paradigma.

Conjurações Dezesseis a Vinte - Magia Astral

Magia astral é o ritual mágico realizado inteiramente no plano de visualização e imaginação. Ao contrário da magia xamânica, onde se explora uma forma livre do uso de imagens e visões, esta magia requer a visualização precisa e aguçada de uma paisagem interna. Nesta paisagem, o mago leva adiante processos criados para trazer conhecimento do mundo comum, ou mudar o mundo ou a si mesmo. A magia astral deve ser abordada com pelo menos tanta preparação e esforço quanto a que foi colocada na magia ritual ou, de outra forma, ela tende a se tornar uma série de excursões através da imaginação, com pouco efeito mágico. Corretamente realizada, ela pode ser fonte de extraordinário poder, e tem a vantagem de não requerer equipamento físico. A magia astral normalmente se inicia em algum lugar quieto e afastado, enquanto o mago está confortavelmente sentado ou deitado com os olhos fechados. Podem existir poucos sinais exteriores de que algo está acontecendo, além de talvez uma variação na respiração ou postura ou expressão facial, enquanto o mago entra em gnosis. Para preparar-se para a magia astral, um templo ou uma série deles têm de ser erguidos no plano da visualização imaginativa; tais templos podem tomar qualquer forma conveniente, embora, alguns magos prefiram trabalhar com um exato simulacro do templo físico. O templo astral é visualizado em refinados detalhes e deve conter todo o equipamento necessário para o ritual, ou, pelo menos, armários onde quaisquer instrumentos necessários possam ser encontrados. Qualquer objeto visualizado dentro do templo deveria sempre permanecer lá para subsequente inspeção, a menos que especificamente dissolvido ou removido. O objeto mais importante no templo é a sua própria imagem trabalhando lá. No início, pode parecer que se está meramente manipulando um fantoche de si mesmo, mas com persistência isto abrirá caminho para uma sensação de realmente estar ali.

Antes de começar a magia astral propriamente, o templos e os instrumentos necessários, juntamente com uma imagem do mago movendo-se dentro dele, devem ser construído através uma série de repetidas visualizações, até que todos os detalhes estejam perfeitos. Apenas quando isso estiver completo, o mago poderá começar a usar o templo. Cada conjuração que é realizada deve ser planejada com antecedência e com a mesma atenção aos detalhes utilizada na magia ritual. Os vários atos de evocação, divinação, encantamento, invocação e iluminação astral tomam uma forma geral similar aos atos da magia ritual, os quais o mago adapta para o trabalho astral.

Conjurações Vinte e Um a Vinte e Cinco - Alta Magia

Todas as técnicas mágicas são apenas muitos modos de fazer com que algumas partes indefinidas de nós mesmos realizem magia. O universo é basicamente uma estrutura mágica, e todos nós somos capazes de magia. As teorias mágicas realmente úteis são aquelas que explicam o porquê da magia trabalhar tão irregularmente, e o porquê de nós termos esta enorme inibição de acreditar nela, fazê-la funcionar e reconhecer que ela funcionou. É como se o universo tivesse lançado um encanto sobre nós para convencer-nos que nós não somos magos. Contudo, este encanto é mais uma divertida brincadeira cósmica. O universo nos desafia a despedaçar a ilusão deixando algumas poucas rachaduras.

Nenhum detalhe é apresentado para as cinco conjurações de alta magia, nem poderiam ser; deve-se voltar às observações feitas na introdução desta seção. Os magos precisam confiar no momentum de seus trabalhos em feitiçaria, xamanismo, magia ritual e magia astral para levá-los aos domínios da alta magia, onde eles desenvolvem seus próprios truques e técnicas para liberarem espontaneamente a criatividade caótica interior.

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Liber RGP

novembro 14th, 2007 | Categoria: Libers, Rituais, Técnicas

“Rituais de Banimento”, como são comumente conhecidos, servem para vários propósitos. Ao princípio e ao fim de longos rituais, eles são utilizados para estabelecer e restabelecer a concentração, o equilíbrio e o controle. Eles, também, podem ser usados para práticas de visualização, com o intuito de afastar influências indesejáveis. O tradicional Ritual Menor do Pentagrama, utilizado pelos adeptos da Golden Dawn, vem se tornando menos eficaz, com o passar do tempo.

Nos dias de hoje, poucas pessoas estão suficientemente ligadas ao misticismo Hebraico ou ao estudo da Cabala para extrair poder dos nomes de deus ou da figura dos anjos. Por persistir a ineficácia crescente do Ritual Menor do Pentagrama e suas variáveis em outras tradições, evidencia-se a necessidade de um novo ritual para esta finalidade. Apresento-vos o Ritual Gnóstico do Pentagrama. Ele preenche todos os objetivos de um ritual de banimento, sem estar preso a qualquer simbolismo em particular. E é, adicionalmente, aplicável como uma técnica de cura. O RITUAL O Ritual Gnóstico do Pentagrama começa com a visualização de uma radiância, em cinco partes do corpo. Cada visualização é acompanhada da vibração do som de uma vogal I, E, A, O, U. Os sons são vibrados altos e mantidos por uma exalação completa. Cada um deve causar uma sensação física na parte do corpo correspondente. De fato, o corpo deve ser tocado como um instrumento musical, com cada parte ressonando de acordo com um tom. Em seqüência, pentagramas são desenhados no ar, em quatro pontos, ao redor do operador.

Os pentagramas devem ser desenhados no ar, em cada quadrante, no sentido anti-horário, até que o operador retorne à posição de origem. Os pentagramas devem ser fortemente visualizados, de olhos abertos ou fechados, como melhor lhe aprouver.

Cada um deve ser acompanhado com uma intonação alta do som de todas as cinco vogais I, E, A, O, U, em uma única exalação, com um som para cada barra do pentagrama que for desenhada.

O mantra IEAOU é utilizado, aqui, para impedir um pensamento discursivo.

Finalmente, o operador visualiza a radiância em várias partes do corpo, reforçada individualmente pelo mantra I, E, A, O,U, que é repetido. O Ritual pode ser mais elaborado, se preferir, por exemplo, adicionando-se cores para a visualização das radiâncias ou adicionando pentagramas acima e abaixo do operador.

Este ritual pode ser utilizado para: Estabelecer equilíbrio, concentração e controle antes e depois de rituais mais complexos. Práticas de visualização, a qualquer momento. Como um exorcismo preliminar de fenômenos mentais ou psíquicos indesejáveis. Como um princípio de cura, principalmente auto-cura. As técnicas empregadas neste ritual são: vibração de mantra, visualização com gesticulação e controle de respiração.

Procedimento do Ritual

1) De pé, para qualquer direção que prefira.

2) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “I”, enquanto visualiza uma energia radiante na região da cabeça.

3) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “E”, enquanto visualiza uma energia radiante na região da garganta.

4) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “A”, enquanto visualiza uma energia radiante na região do coração e dos pulmões, que se espalha para os membros.

5) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “O”, enquanto visualiza uma energia radiante na região da barriga.

6) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “U”, enquanto visualiza uma energia radiante na região entre a genitália e o ânus.

7) Repita o 6). Então o 5), 4), 3), 2), repetindo de trás para frente, até chegar à cabeça.

8) Inspire profundamente. Exale lentamente, repetindo o mantra IEAOU, enquanto desenha o pentagrama no ar, com o braço esquerdo. O pentagrama deve ser visualizado com muita nitidez.

9) Vire para o próximo quadrante e repita o 8), então, desenhe os pentagramas restantes com os mantras e as visualizações, até chegar ao ponto de partida.

10) Repita os números 2) até o 7), inclusive.

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Liber MMM

novembro 14th, 2007 | Categoria: Libers, Técnicas

Este curso é um exercício nas disciplinas da magia: transe, uma forma de controle da mente semelhante ao yoga, metamorfose pessoal e as técnicas de magia básicas. O sucesso com estas técnicas é pré-requisito básico para qualquer progresso real como iniciado terceiro syllabus. Um diário mágico é o mais essencial e poderoso instrumento do mago. Devendo ser amplo o suficiente para reservar uma página para cada dia. Os estudantes devem registrar o tempo, a duração e o grau de sucesso de cada prática levada a cabo. Eles deverão tomar nota dos fatores ambientais conducentes (ou de outra forma) do trabalho. Aqueles que desejarem notificar a Ordem da sua intenção de começar o trabalho estão convidados a fazê-lo via IOT Brasil.

Controle Mental
Para um trabalho mágico efetivo, a habilidade para se concentrar e a atenção devem se fortalecer, até que a mente possa entrar em estado de transe. Isto é realizado nos seguintes estágios: absoluta imobilidade do corpo, regulação da respiração, cessação do pensamento, concentração no som, concentração nos objetos e concentração nas imagens mentais.

Imobilidade
Posicione o corpo de maneira confortável e tente permanecer nesta posição por tanto tempo quanto possível. Tente não piscar ou mexer a língua, dedos ou qualquer outra parte do corpo em absoluto. Não deixe a mente embarcar nos vagões dos pensamentos, mas ao contrário, observe-se passivamente. O que parecia ser uma posição confortável passará a ser agonizante com o tempo, mas persista. Coloque de lado algum tempo todos os dias para esta prática e tire vantagem de qualquer oportunidade de inatividade que possa ocorrer. Registre os resultados em seu diário mágico. Não se deve ficar satisfeito com menos de cinco minutos. Quando tiver sido atingido o patamar de 15 minutos, proceda então a regularização da respiração.

Respiração
Fique tão imóvel quanto possível e comece deliberadamente a fazer a respiração mais lenta e mais profunda. O objetivo é utilizar a total capacidade dos pulmões, mas sem qualquer esforço muscular excessivo ou tensão. Os pulmões devem ser mantidos vazios/cheios, entre a inspiração/ expiração, para aumentar a duração do ciclo. O importante é que a mente esteja totalmente direcionada para o ciclo da respiração. Quando isso puder ser feito com sucesso, por um período de 30 min, proceda ao não pensamento.

Não-Pensamento
Os exercícios de imobilidade e respiração podem melhorar a saúde, mas eles não têm outro valor intrínseco, apenas servem como preparação para o não-pensamento, que é o princípio e a condição do transe para a magia. Enquanto imóvel e respirando profundamente, comece a retirar da mente quaisquer pensamentos que possam ocorrer. A própria tentativa de fazer isso, inevitavelmente, revela ser a mente um furor tempestuoso de atividade. Só mesmo a maior determinação pode vencer até mesmo uns poucos segundos de silêncio mental, mas mesmo isso já é um enorme triunfo. Mire na completa atenção a pensamentos emergentes e tente prolongar os períodos de total tranqüilidade. Assim como a imobilidade física, esta imobilidade mental deve ser praticada a horas determinadas e também sempre que um período de inatividade acontecer ( por exemplo, num ônibus ou numa fila ). Os resultados devem ser registrados no seu diário.

Os Transes Mágicos
Magia é a ciência e arte de provocar mudança de ocorrência em conformidade com a vontade. A vontade só pode se tornar magicamente efetiva quando a mente é forçada a não interferir com a vontade. A mente deve estar disciplinada a focar sua atenção em algum fenômeno insignificante. Se alguma tentativa é levada a cabo para se focar em alguma forma de desejo, ocorre um curto-circuito causado pelo interesse de um resultado, investido de luxúria e cobiça. Identificação egoísta, ou receio de fracasso, e o desejo recíproco de não ter desejo, emergentes da nossa natureza dual, destrõem o resultado. Portanto, quando selecionar tópicos para a concentração, escolha assuntos que não possuam significado espiritual, egóica ou de qualquer ordem utilitária, escolha assuntos de pouca significância.

Objeto de concentração
A lenda do olho-grande deriva da capacidade dos feiticeiros e dos magos de darem uma olhada fixa mortal. Esta habilidade pode ser praticada em relação a qualquer objeto, uma marca na parede, alguma coisa ao longe, uma estrela no céu, qualquer coisa. Para manter um objeto em mente com absoluta fixação, olhar imperturbável, por mais do que alguns momentos é extraordinariamente difícil, ainda assim, deve-se insistir nesta prática por horas. Toda tentativa do olho de distorcer o objeto, toda tentativa da mente de procurar algo mais para pensar, deve ser resistida.
Eventualmente, é possível serem desvendados segredos ocultos através desta técnica, não obstante, faz-se mister que tal habilidade seja desenvolvida, tomando-se objetos de pouca significância.

Concentração do Som
A parte da mente na qual pensamentos verbais emergem são postos sob domínio/controle mágico pela concentração nos sons mentalmente imaginados. Qualquer simples som ou sílaba é selecionada, por exemplo, AUM ou OM, ABRAHADABRA, YOD HE VAU HE, AUM MANI PADME HUM, ZAZASZAZAS, NASATANADA ZAZAS. O som escolhido é repetido várias e várias vezes na mente para bloquear todos os outros pensamentos. Não importa quão inapropriada a escolha do som pareça ser, você deve persistir nele. Eventualmente, pode parecer estar se repetindo automaticamente e pode, até, ocorrer em estado de sono. Estes são sinais encorajadores. A concentração no som é a chave para palavras de poder e certas formas de encantamento e desencantamento.

Concentração na imagem
A parte da mente na qual o pensamento pictórico emerge é posto sob controle mágico pela concentração numa imagem. Uma simples forma, tal qual o formato de um triângulo, um círculo, quadrado, cruz ou crescente é escolhida e mentalizada, sem distorção, por tanto tempo quanto possível. Somente os mais determinados são capazes de manter a forma imaginada e persistir indeterminadamente. No início, a imagem deve ser buscada com os olhos fechados. Com a prática, pode ser projetada contra qualquer superfície branca. Esta técnica é a base para expulsão de poderes ocultos e a criação de formas de pensamento independentes. Os três métodos de transe mágico só irão surtir resultado se perseguidos com a mais fanática e mórbida determinação. Estas habilidades são por demais anormais e, normalmente, inacessíveis à consciência humana, uma vez que elas exigem tão supra-humana concentração, mas as recompensas são enormes. No diário da magia, registre o trabalho formal de cada dia e quaisquer outras oportunidades extras que, por ventura, tenham sido vivenciadas. Nenhuma deverá ser mantida em branco.

Metamorfose
A transmutação da mente a uma consciência mágica tem, freqüentemente, sido chamada de A Grande Obra. Tem o propósito profundo de conduzir, eventualmente, a descoberta da verdadeira vontade. Mesmo a mais insignificante habilidade para alguém se mudar, se transformar é mais valorosa do que qualquer outro poder sobre o universo exterior. Metamorfose é um exercício da vontade para a restruturação da mente. Todas as tentativas de reorganizar a mente envolvem uma dualidade entre as condições que existem e as condições que são preferíveis. Assim, é impossível cultivar qualquer virtude como: espontaneidade, alegria, orgulho piedoso, graça ou onipotência sem envolver-se em mais convencionalidade como: amargura, culpa ou pecado e impotência no processo. Religiões são fundadas sob a falácia de que se pode ou se deve ter uma sem a outra. A alta magia reconhece a condição dualista, mas não se importa se a vida é acre-doce, doce ou azeda, mais do que isso, procura realizar qualquer perspectiva arbitrária perceptível da vontade.

Pode-se escolher qualquer estado mental, arbitrariamente, como um objetivo para transmutação, mas existe uma qualidade específica nas virtudes mencionadas. A risada é um antídoto para o desequilíbrio e possível demência do transe mágico. A não-afeição é uma qualidade específica contra a obsessão com as práticas mágicas . A aquisição destes estados mentais é obtida por um processo de meditação contínua. Tenta-se entrar dentro do espírito da condição, sempre que possível, e pensar sobre o resultado desejado, em outras vezes. Por este método, o hábito de um novo e forte estado mental pode ser estabelecido. Considere a risada. É a emoção mais forte, porque pode conter qualquer das outras, do êxtase ao lamento. Não tem oposto. O choro é apenas uma forma sub-desenvolvida pela qual se limpa os olhos e as crianças chamam a atenção. A risada é a única atitude sustentada num universo que é uma brincadeira, uma piada sobre si próprio. O truque é ver esta piada praticada até mesmo em eventos neutros ou horríveis que nos rodeiam. Não cabe a nós questionar a aparência fatal de gosto do universo. Buscar a emoção da risada na sua delícia e diversão, buscá-la no que for neutro ou insignificante, buscá-la mesmo no que for horrível e revoltante. Ainda que pareça forçada, a primeira vista, pode-se aprender a sorrir sempre, sobre tudo. Não-afeição, desinteresse, melhor descreve a condição mágica de agir sem cobiça de resultado. É muito difícil para os homens decidirem sobre alguma coisa e, depois, fazê-la puramente sem nenhum interesse. Ainda assim, é precisamente essa habilidade que é requerida para a execução de atos mágicos. Somente uma atenção muito direcionada conseguirá. Tendência é para ser entendida tanto no sentido negativo como positivo, porque a aversão é o outro lado. Uma fixação que se tenha na personalidade, na ambição, nos relacionamentos, nas experiências sensoriais ou, igualmente, aversão, quaisquer destes atributos se mostrarão limitados. Por outro lado, é fatal perder o interesse nesses assuntos, uma vez que eles são o sistema simbólico ou a realidade mágica de alguém. Porém, é mais do que isto, quando se está tentando tocar mais delicadamente nas partes sensíveis da realidade de alguém, a fim de evitar as garras destruidoras do desejo e do desânimo. Assim sendo, deve-se tentar ganhar liberdade suficiente para agir magicamente. Em acréscimo a estas duas meditações, há uma terceira forma mais ativa de metamorfose, e esta inclui os hábitos do dia a dia. Por mais inócuos que eles possam parecer, hábitos e pensamentos, palavras e ações são a âncora da personalidade. O magista visa içar a âncora e se libertar dos mares do caos. Para proceder, selecione qualquer hábito sem importância, ao acaso, e o retire de seu comportamento, ao mesmo tempo, adote um hábito novo qualquer, ao acaso. A escolha não deve envolver nada espiritual ou de significado egocêntrico ou emocional, nem deve-se selecionar qualquer coisa que tenha possibilidade de fracasso. Ao persistir com a meditação, você se torna capaz, virtualmente, de qualquer coisa. Todos os trabalhos de metamorfose deverão ser apontados no diário de magia.

Magia
O sucesso nesta fase do Syllabus, depende de algum grau de maestria nos transes mágicos e na metamorfose. Esta instrução de magia inclue três técnicas: O ritual, o sigilo e o sonho. Em acréscimo, o magista deve familiarizar-se, pelo menos, com o sistema de adivinhação. Cartas, runas, cristais, pêndulo ou vara adivinhatória. Os métodos são infindáveis. Com todas as técnicas, vise o silêncio da mente e deixe a inspiração prover algum tipo de resposta. Seja lá que tipo de sistema simbólico ou instrumento for utilizado, eles ajudam só para prover um receptáculo ou amplificador para habilidades interiores. Nenhum sistema de adivinhação deve ser excessivamente aleatório. A astrologia não é recomendada. O ritual é a combinação do uso de talismã, armas, gestual, sigilos ou senhas visualizadas, palavras mágicas e transe mágico. Antes de proceder com sigilo ou sonho, é essencial desenvolver um ritual de banimento. Um ritual de banimento bem constituído tem os seguintes efeitos: Prepara o magista mais rapidamente para a concentração mágica do que qualquer exercício de transe mágico. Capacita ao magista resistir a obsessões, se forem aparecendo problemas, com as experiências de sonho ou com os sigilos, tornando-os conscientes. Também protege o magista de quaisquer influências ocultas hostis que, por ventura, o assaltem. Para desenvolver um ritual de banimento, primeiro adquira uma arma mágica: Uma espada, uma adaga, uma varinha, ou talvez, um anel largo. O instrumento deve ser alguma coisa que impressione a mente e deve, também, representar as aspirações do magista. A vantagem de forjar a mão o próprio instrumento ou em descobrir neles algo de novo, de forma inusitada, não pode ser super estimado.

O ritual de banimento deve conter os seguintes elementos no mínimo:

-Primeiro, o magista deve descrever um obstáculo sobre si próprio com a arma mágica. A barreira do obstáculo é, também, fortemente visualizada. Figuras tridimensionais são preferíveis.

-Segundo, o magista focaliza sua vontade numa imagem visualizada; por exemplo, a arma mágica ou seu terceiro olho ou uma bola de luz dentro de sua cabeça. Uma concentração de som pode ser usada em acréscimo ou alternadamente.

-Terceiro, a barreira é reforçada com símbolos de poder desenhados com a arma mágica. A tradicional estrela de cinco pontas pode ser usada ou a estrela de oito pontas do Caos ou qualquer outra coisa. Palavras de poder também podem ser usadas.

-Quatro, o magista aspira ao vazio infinito, por um breve mas determinado esforço, para parar de pensar.

SIGILOS
O magista pode requerer algo que é incapaz de obter através dos canais normais. É, possível atrair a sorte requerida, algumas vezes, por uma intervenção direta da vontade, contanto que isto não ponha uma tensão muito grande no universo. O mero ato de querer é raramente efetivo, quando a vontade torna-se envolvida em um diálogo com a mente. Isso dilui a habilidade mágica de muitas maneiras. A vontade torna-se parte do complexo do ego; a mente torna-se ansiosa das falhas; a vontade de não desempenhar o desejo surge para reduzir o medo de falhar. Logo, o desejo original é uma massa de idéias conflitantes. Freqüentemente, o desejado resultado surge, apenas, quando ele é esquecido. Este último fato é a chave para sigilos e muitas formas de encantamento mágico.

Sigilos funcionam porque eles estimulam a vontade para trabalhar sub-conscientemente, baipassando a mente. Há três partes para a operação de um sigilo. O sigilo é construído, perdido na mente, e carregado. Na construção do sigilo, o objetivo é produzir um símbolo do desejo, estilizado, para não sugerir o desejo, imediatamente. Não é necessário usar sistemas de símbolos complexos.

O exemplo abaixo mostra como os sigilos podem ser construídos de palavras e de sons. Os objetos referentes destes encantamentos são arbitrários, sendo apenas exemplos e não recomendações.

Criação de um sigilo por:

A) Método da palavra
B) Método mântrico

A) Eu desejo obter o Necronomicon EUDESEJOOBTERONECRONOMICON (letras repetidas eliminadas) EUDSJOBTRNCMI (letras rearranjadas para dar um sigilo pictórico).

B) Eu quero encontrar um Sucubus em sonho. EUCURO ENCONTUM SUKU BUSEM SANA’ EUCRO N’CT M’SKBA (reorganizado) ORCEU TANC KASBAM (mantra finalizado).

Para perder o sigilo com sucesso, ambos, a forma do sigilo e o desejo associado devem ser banidos da consciência de vigília normal. O magista empenha-se contra qualquer manifestação de cada um, por uma volta forçada de sua atenção para outros assuntos. Às vezes, o sigilo pode ser queimado, enterrado ou lançado no oceano. É possível perder uma palavra de encantamento pela repetição constante dela, o que, eventualmente, esvazia a mente do desejo associado. O sigilo é carregado no momento em que a mente alcança a aquiescência, através do transe mágico ou quando a alta emotividade paralisa seu funcionamento normal. Nestes momentos, o sigilo é concentrado ou como uma imagem mental ou mantra ou como uma forma desenhada. Alguns dos momentos quando sigilos podem ser carregados, são os seguintes:

Durante o transe mágico;
No momento do orgasmo ou grande exaltação nos momentos de grande medo, raiva ou embaraço;
Nos momentos de intensa frustração ou desapontamento.

Alternativamente, quando outro forte desejo origina-se, este desejo é sacrificado (esquecido) e o sigilo é concentrado em seu lugar. Depois de segurar o sigilo na mente tanto tempo quanto possível, é prudente bani-lo pela evocação da gargalhada. Um registro deveria ser mantido de todo o trabalho com sigilo, mas não de um tal modo a causar deliberação consciente sobre o desejo sigiloso.

SONHO
O estudo dos sonhos, provê um conveniente ingresso no campo divinatório de entidades e exteriorização ou experiência de “ausência do corpo”, toda a humanidade sonha a cada noite de suas vidas, mas poucos podem regularmente, recordar suas experiências mesmo uns poucos minutos depois de estarem acordados. Experiências de sonhos são tão incongruentes que o cérebro aprende a prevenir-se, interferindo com a consciência de vigília. O objetivo do magista é ganhar um total acesso ao plano dos sonhos e assumir o seu controle. A tentativa para fazer isso, invariavelmente, envolve, o magista, numa batalha implacável e bizarra com seu próprio censor psíquico, o qual usará quase qualquer tática para negar a ele estas experiências. O único método de ganhar acesso total ao plano dos sonhos é manter um caderno próximo ao lugar de dormir, sempre. Neste, registra-se os detalhes de todos os sonhos, tão logo possível, depois de desperto.
Para assumir o controle sobre o estado de sonho, é necessário selecionar um tópico para sonhar. O magista deveria começar com simples experiências tais como o desejo de ver um objeto em particular (real ou imaginário) e dominar isso, antes de tentar a adivinhação ou a exteriorização.

O sonho é causado pela forte visualização do tópico desejado mentalmente de modo silencioso, imediatamente antes de dormir. Para experiências mais complexas, o método de sigilos pode ser empregado. Um registro de sonhos é melhor mantido separado do registro mágico, já que ele tende a se tornar volumoso. Contudo, qualquer sucesso significativo deveria ser transferido para o diário mágico. Embora o tamanho do trabalho possa assustar, um registro mágico mantido apropriadamente é a mais certa garantia de sucesso no trabalho do Liber MMM: são ambos, um trabalho de referência com o qual se avalia o progresso e, mais significativamente um estímulo para o esforço suplementar.

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Liber Pactions

novembro 14th, 2007 | Categoria: Libers

A Ordem e a Busca

Os segredos da magia são universais e possuem uma natureza física, de tal modo prática que desafia a simples explicação. Aqueles que percebem e praticam tais segredos são considerados como tendo alcançado a condição de mestres. Mestres irão, em diversos momentos da história, inspirar adeptos a criarem ordens mágicas, místicas, religiosas ou mesmo seculares, com o objetivo de conduzir outras pessoas a condição de mestre. Em algumas épocas, tais ordens têm abertamente se auto denominado Illuminati, em outras épocas, a clandestinidade tem sido mais prudente. Os mistérios podem ser preservados unicamente pela revelação constante. Neste sentido, os Iluminados de Thanateros continuam uma tradição de, talvez, sete mil anos atrás, embora a ordem, em seu aspecto externo, não possua história, sendo ela constituída como uma determinação dos Illuminati.
Numa ordem que não tem passado, não há motivo para camuflar o futuro, a partir do presente. Ela toma o seu nome dos deuses do sexo (Eros), e da morte (Thanatos). Além de serem as maiores forças motrizes das obsessões humanas, o sexo e a morte representam os métodos positivo e negativo de alcançar a consciência mágica. A iluminação e a libertação resultam do sucesso na aplicação destes métodos. O propósito específico de qualquer ordem dos Iluminados de Thanateros é o de ajudar a determinar sob qual forma haverá de se manifestar o quinto AEON, ainda embrionário. Sua tarefa, embora histórica, consiste em disseminar o conhecimento mágico para os indivíduos. Pois nunca houve uma época desde o primeiro AEON, na qual a humanidade esteve tão carente de tais habilidades para ver o caminho adiante. Não há hierarquia formal nos Iluminados de Thanateros. Existe uma divisão de atividades dependendo das habilidades, na medida em que elas se desenvolvem.

A maioria das tradições ocultas possue uma complexa e alta organização da cosmologia de outros mundos e teorias metafísicas. Até então, eles acompanham teorias mágicas freqüentemente confusas. Em contradição com tudo isso, um insight fundamental da CHAOS MAGIC é que a técnica mágica é aguçada, delimitá-la funciona porque o próprio universo é mais confuso do que parece. Ou talvez, devesse mais respeitosamente dizer que o universo tem a propriedade mágica de configurar a maioria das interpretações ligadas a ele. Ainda que reciprocamente exclusivas, uma ampla variação de paradigmas metafísicos pode ser feita para atacá-lo. Então, para a seleção no supermercado de crenças, o questionamento crítico do caoísmo é: Qual é a eficiência das técnicas mágicas? Por isso, a magia caótica é caracterizada pela falta de atenção à metafísica e a sua pura devoção à técnica empírica. Por algum tempo, os caoistas ortodoxos consideraram que a desatenção à metafísica e à mitologia feita por você mesmo, são incompatíveis com a estrutura formal de uma ordem de ensinamentos mágicos. De qualquer forma, isso não é necessário; apenas a técnica é ensinada e praticada. A experiência mostra que as pessoas se unem em mudanças profundamente produtivas de experiências práticas, e que uma estrutura formal e uma diversidade de tarefas encoraja isso. O pacto mágico da IOT, ou “The Pact for Short”, é uma estrutura organizacional para aqueles que desejam proceder na realização da Magia do Caos, na companhia de pessoas mentalmente afins. O pacto explora a divisão de uma graduação hierárquica, com uma determinada checagem e equilíbrio, e se agrada em receber candidatos, os quais dirige e inicia à ascensão rápida, direta e estruturada. Toda reavivação do oculto gera uma ou duas “crianças mágicas” e a magia caoista é a maior síntese para emergir do oculto, renascida dos últimos vinte anos. O pacto está entre os primeiros veículos designados para o desenvolvimento e leva a uma boa síntese para o próximo milênio. É bom que o pacto esteja nascendo na virada do século e que seja, de preferência, mais do que a G.D. foi em seu tempo, no século passado. Na prática, o número de divisões formais do pacto é tratado até certo ponto, mais como iluminação do que convenções formais escritas podem levar em suposições, com membros estilizando a si próprios com excentricidades como Frater Ausência ou Soror Impropriedade e assim por diante, com deliberada paródia à tradição. A função primária da estrutura de graus é de proteger o mecanismo, com a exclusão de certos psicóticos misantrópicos e neuróticos arrepiantes que, às vezes, são atraídos para tais empreendimentos e para assegurar que qualquer necessidade organizacional seja atendida.

O PACTO MÁGICO DOS ILUMINADOS DE THANATEROS

Desde o início da corrente CHAOS MAGIC, alguns indivíduos escolheram trabalhar sozinhos, enquanto outros escolheram fazê-lo em conjunto, em uma configuração livre de grupos aliados. A ordem mágica dos IOT tem, na prática, funcionado como uma desordem altamente criativa. Esta desordem criativa tem gerado, entre outras coisas, uma estrutura conhecida como “O PACTO”.

Contrastando com as implicações usuais deste nome, “O PACTO” é uma sociedade de amigos para suporte mútuo e encorajamento no campo da magia. O PACTO mágico dos IOT representa outro aspecto da corrente CHAOS MAGIC, no qual os seus praticantes escolheram trabalhar como uma força integrada.
O pacto é um veículo orientado para a Grande Obra da Magia e para os prazeres e loucuras que fazem parte desta busca. O Pacto também funciona como uma força psico-histórica na batalha pelo AEON. Historicamente, todas as organizações mágicas e místicas têm usado uma estrutura hierárquica para exercerem pressão por excelência sobre aqueles que trabalham em todos os níveis da hierarquia.
Embora as posições de maestria nestas organizações tenham, freqüentemente, dependido mais de recursos de autoridade questionáveis, emanada de fontes obscuras, do que de uma verdadeira competência técnica, inevitavelmente, esses blefes têm levado à destruição destas organizações.
Todavia, este velho mecanismo não deixa de ter seus méritos. O guru e o chela (discípulo) se põem sobre enormes pressões e se o chela finalmente se rebela, ambos vão ganhar muito, embora isso facilmente termine em desastre.
Enquanto a maioria dos indivíduos é relativamente sadia e competente, a maioria dos organizadores agem como sendo loucos e estúpidos. Isto acontece porque a maioria das organizações permite, apenas, um embasamento positivo desde baixo. Deste modo, aqueles que estão no topo são condenados a se banharem nas enganosas reflexões das suas próprias expectativas, ao emitirem diretrizes ainda mais equivocadas.
A estrutura do pacto supre estes problemas tradicionais preservando, ao mesmo tempo, a valiosa pressão criada por uma estrutura hierárquica. Nos templos do pacto, todos os membros são encorajados a apresentar, voluntariamente, técnicas e conceitos para que sejam experimentados e avaliados, e a estrutura de graus meramente reconhece a competência técnica mágica e a responsabilidade organizacional.
Aqueles de graus mais elevados têm que evitar comentários sobre o estilo de vida, o comportamento pessoal, os gostos e a moralidade dos outros membros. E no entanto, a estrutura do pacto força uma constante corrente do retorno negativo de baixo para cima, institucionalizando, assim, a rebelião no ofício dos Insubordinados. Portanto, tão logo um razoável nível de habilidade técnica e organizacional é alcançado, o Mestre do Templo, o Adepto, ou o Mago tornam-se, repentinamente, sujeitos a intenso criticismo, tanto como professores quanto como indivíduos, isso é considerado uma grande recompensa.

O PACTO é constituído de quatro graus; neófito, iniciado, adepto e mago, numerados respectivamente de 4, 3, 2, 1. Adicionalmente, existem cinco ofícios:

- O SACERDOTE OU SACERDOTISA DO CAOS podem ser tomados como um grau paralelo ao terceiro ou segundo.

- O ofício de SUPREMO MAGO é desempenhado pelo cabeça do pacto, é designado grau zero.

- O ofício de MESTRE DO TEMPLO designa o coordenador das atividades de um determinado templo, e pode ser desempenhado por qualquer indivíduo acima do terceiro grau.

- O ARQUIVISTA é o responsável pelos registros do templo.

- O ofício do INSUBORDINADO pode ser desempenhado por qualquer indivíduo do terceiro grau.
O INSUBORDINADO é um assistente pessoal de um outro membro do pacto, e age como crítico, inspetor e aguilhoador daquele membro.

O PACTO é uma oligarquia que se auto perpetua. A ascensão para um grau ocorre mediante convite dos demais indivíduos daquele grau ou de graus superiores. O MAGO SUPREMO pode ser substituído, apenas, por ação unânime de todos os membros do primeiro grau. O acordo tácito na afiliação ao PACTO é de que os graus superiores forneçam organização, facilidades, instrução e material e, em retorno, os graus inferiores fornecem quaisquer serviços de ordem material, financeira ou mágica, que possam ser razoavelmente pedidos a eles. Em último recurso será apreciado pelo grau zero.

O TEMPLO DO PACTO
O Templo do Pacto só pode ser fundado por um Adepto ou um Mago, o qual inspeciona, periodicamente, o trabalho do templo. O templo consiste na assembléia dos membros, podendo ser convocada em qualquer espaço fechado ou aberto, onde a privacidade possa ser assegurada. O Mestre do Templo manterá arquivo com os endereços de todos os membros do templo, para que possa contactá-los. Este arquivo não pode ser mantido de forma que estranhos ao templo tenham a possibilidade de acessar informações a respeito dos membros. O Mestre do Templo também manterá seus superiores no PACTO informados do endereço pelo qual seu templo pode ser contatado, e eles manterão esta informação da mesma forma. Os membros poderão pertencer a mais de um templo. Por exemplo ,um iniciado de um templo “protegido” poderá precisar freqüentar o templo de seu ADEPTO ou MAGO “protetor”, para receber treinamento específico e avançar para o próximo grau. Todos os templos adotam um nome característico pelo qual eles são conhecidos no PACTO.

Templos Supervisionados
Pode ocorrer que por algum acidente geográfico um grupo de pessoas que desejem se associar nas formas do Pacto estejam em uma área distante dos centros de atuação. Neste caso um ou mais membros que representem este grupo, devem, de alguma forma, se apresentar pessoalmente perante um Adepto ou Magus do Pacto recebendo para cada membro uma carta escrita a mão ou assinada com os juramentos completos de Neófito, junto com qualquer outra exigência do supervisor. Então de acordo com a avaliação do Adepto ou Magus deve ser dado o 4º e em seguida o 3º dando-lhe o poder de abrir um templo e conduzir o trabalho nestes graus.

O Ofício de Mestre de Templo
As atividades do templo são coordenadas pelo Mestre de Templo, que pode ser indicado por um Adepto ou Magus supervisor do templo ou escolhido pelos mais graduados presentes. O Mestre de Templo tem a responsabilidade de cuidar para que apenas membros do grau apropriado ou candidatos a este grau sejam admitidos nos rituais do Templo. Visitando membros de outros templos deve dar-lhes os sinais e palavras apropriados ao Mestre de Templo em particular. O Mestre de Templo deve delegar um ou mais Mestre de Templo auxiliares.

O Ofício de Arquivista
O Arquivista guarda um registro das atividades do templo. O registro deve usar exclusivamente os nomes mágicos formais ou números dos presentes. Os registros devem detalhar o horário e o local das atividades, seguido de uma breve descrição de quaisquer trabalhos que foram feitos e os resultados alcançados. Se não for possível autorização para registos de informações confidenciais, tais informações devem ser codificadas mas não cifradas, por algum código autorizado pelo Mestre de Templo. O Arquivista é pessoalmente responsável pelos registros, respondendo caso eles venham a ser destruídos, perdidos ou roubados. Os registros do templo devem ser inspecionados por qualquer iniciado ou grau mais avançado do Templo.

Os Graus e os Rituais de Grau
Candidatos ao grau de Neófito são admitidos na base de entrevistas e conversas com membros do Pacto, por recomendação pessoal ou por pedido enviado ao Pacto. Nenhuma pessoa pode ser admitida em qualquer ritual do pacto sem antes ter se submetido ao ritual de Neófito. O ritual de Neófito requer que o candidato tome algumas medidas preliminares como, providenciar um manto e um anel que sigam as determinações do Pacto, e tenha demonstrado ser uma pessoa de mente aberta, livre de crenças dogmáticas. A maioria das atividades e dos trabalhos mágicos do Pacto são abertos ao grau de Neófito. O grau de Neófito corresponde a um período em que o Pacto e o Neófito testam seu relacionamento. O Neófito pode ascender de grau a qualquer momento como pode se desligar a qualquer momento. O Ritual de iniciação corresponde a uma aceitação completa do candidato ao Pacto. O Pacto não oferece fronteiras para um Iniciado. As atividades confidenciais e as atividades mágicas são conduzidas com o templo aberto no grau de Iniciado. Os iniciados seguem todas as formas de magia e começam a trabalhar com o Liber kkk, e se desejarem, realizam um trabalho paralelo como Monges ou Monjas do Caos.
O ritual de Adepto marca o momento em que o candidato atinge capacidade mágica e, assume a obrigação de ensinar, de proteger o Pacto, administrar sua estrutura e tradição. Não é necessário abrir o templo neste grau.

Não é apresentado aqui o ritual de reconhecimento de Magus. Este grau é conferido àqueles que além da habilidade mágica possuem potencial para liderarem dentro do Pacto.

A Insígnia do Pacto
O adorno fundamental de qualquer templo do Pacto, seja ele aberto ou fechado, é a estrela de oito pontas do Caos, colocada proeminentemente. Ela pode estar representada na forma de uma bandeira, ou na toalha do altar, uma esfera caótica, ou a estrela montada em algum material. Todos os graus devem usar mantos com mangas compridas e capuz. Os mantos são comumente pretos, contudo os templos individualmente podem eleger outra cor para seus membros. O anel da ordem é prata e tem gravado uma estrela de oito pontas do Caos. Ele pode ser usado em qualquer momento, mas não representa em si uma prova de afiliação ao Pacto ou graduação. Os membros escolhem um nome de uma só palavra e um número de três ou quatro dígitos, pelos quais eles serão conhecidos formalmente dentro do Pacto e pelo qual seus feitos e comentários serão registrados nos arquivos do templo. Os membros do sexo feminino serão chamados de Sor. (Soror ou Irmã), e os do sexo masculino de Fra. (Frater ou Irmão). Desta forma um nome completo formal, seria por exemplo Fra. Aleph 251, 3º IOT.

O Simbolismo dos Rituais de Grau
Os rituais apresentados aqui são o mínimo necessário para se abrir e fechar um templo e se reconhecerem membros no grau de Neófito, Iniciado e Adepto. Os templos podem decidir adicionar material extra a estes rituais. O ritual de Neófito é um casamento com o Pacto, de qualquer forma, em uma tradição moderna, o divórcio é permitido a qualquer tempo. O candidato é perguntado sobre as quatro qualidades da assim chamada pirâmide dos feiticeiros: Saber, Desejar, Ousar e Calar. O candidato é recepcionado com abraços aplausos e gestos de carinho.

O ritual de Iniciado marca uma entrada efetiva no Pacto, e o candidato oferece ao Pacto os poderes que possua nas virtudes mágicas, Desejo, Percepção, Imaginação e Concentração. A seriedade desta submissão é marcada por alguns momentos de profundo silêncio que encerram o ritual.

O ritual de Adepto marca a aceitação por parte do candidato, das responsabilidades e dos poderes executivos com o Pacto. O ritual se resume ao simbolismo das quatro armas elementais que são o Pantáculo, o Cálice, a Espada, e o Cajado. O candidato é recebido com fogo para purificar os votos assumidos.

Os Sinais e as Palavras de Grau
Os sinais e palavras de grau protegem o Pacto de infiltrações e impostores. Elas consistem em gestos e palavras discretas para que possam ser trocadas em contatos sociais sem que se possa parecer que se tratam de sinais para os profanos. Os sinais e palavra são trocadas periodicamente pelo grau 1º.

Notas nos Rituais do Pacto
Os rituais estão representados como sendo liderados pelo MT, eles podem ser liderados por qualquer membro do devido grau que seja designado pelo MT, é normal que o MT delegue funções dentro do Templo para que os membros possam praticar a liderança em rituais.

O Ofício de Insubordinado
Todo MT é assistido pessoalmente por um insubordinado que deve ser escolhido entre os membros do Templo, exceto o MT. Junto a qualquer Adepto ou Mago que esteja liderando um estudo, também deve haver um insubordinado escolhido entre seus estudantes. Os cinco mandamentos do Insubordinado são:

1) Verificar se todos os ensinamentos e instruções são compreensíveis e criticar e pedir explicação sobre os que não são. Este é o mandamento do “Louco”, para se desfazer a ignorância ou o fingimento de ignorância, quando os outros fingem que entendem.

2) Para transmitir o “criticismo” com uma certa leviandade. Este é o mandamento do brincalhão, para fazer graça com aquilo que os outros acham melhor ignorar.

3) Para apontar as falhas pessoais e a ignorância. Este é o mandamento do Capelão, para tratar os problemas pessoais imparcialmente.

4) Para receber comunicados de progressos mágicos, sem que seja necessário comentá-los.
Este é o mandamento do confessor, cuja existência é uma salvaguarda contra a preguiça e a complacência.

5)Para deter o poder do veto contra qualquer instrução, e notifica-lo ao 0º ou ao 1º sobre este exercício. Este é o mandamento do inquisidor, para impedir abuso de autoridade.

Os detentores do ofício de insubordinado escolhem duas palavras como título para caracterizar sua atuação. Tais palavras podem ser escolhidas em qualquer combinação das palavras louco, brincalhão, capelão, confessor, ou inquisidor. Normalmente uma palavra é escolhida, na função em que o candidato está mais inclinado a realizar, e a outra na função menos favorecida. Desta forma, o Insubordinado pode escolher ser intitulado como Inquisidor-Brincalhão, Capelão-Louco, ou Confessor-Inquisidor e assim por diante.

O oficio de insubordinado toma lugar toda vez que um novo insubordinado é apontado para substituir um antigo, ou quando o iniciado detentor do ofício é reconhecido como Adepto. Alguns templos preferem mudar constantemente a figura do insubordinado em cada encontro, seja randomica ou sucessivamente. Em outra situações o posto é ocupado definitivamente e as partes envolvidas elegem aquele que será marcado pelo rito do insubordinado. De outra forma o medalhão do insubordinado que é o símbolo de seu ofício, é usado quando o ofício está sendo realizado, passando de um para o outro.

O insubordinado normalmente conduzirá os negócios oficiais com o recipiente da insubordinação em particular. O recipiente pode ser escolhido para levar ao insubordinado de antemão alguma instrução controversa para prevenir o exercício público do veto.

As Atividades do Templo
As atividades do templo vão variar de acordo com a necessidade, circunstâncias e conforme com os graus e a cumplicidade dos presentes. As seções seguintes dão alguma indicação das atividades freqüentes do templo e na seqüência em que são comumente realizadas.

O Mestre de Templo será responsável pela privacidade do templo, e que qualquer visitante será do grau apropriado. O MT anunciará qualquer teoria para aprofundamento e dar qualquer explicações preliminares necessárias.

Abertura
O templo pode ser aberto com um ritual de Grau ou com o ritual de abertura.

Prática e Treinamento
Vários membros do Pacto, com a descrição do MT, liderarão exercícios particularmente disciplinas mágicas. Isso incluirá exercícios de controle da mente, práticas com técnicas de gnose e práticas com os vários instrumentos mágicos e técnicas. Leituras e demonstrações devem ser dadas e papeis lidos.

Atuação Mágica
Com a discrição do MT, vários feitiços e rituais de evocação, divinação, encantamento, invocação e iluminação de acordo com as necessidades do Pacto, do templo ou individuais. A Missa do Caos deve ser realizada como uma celebração ou para ordenar um sacerdote ou sacerdotisa do Caos ou por algum outro propósito.

Debate
O MT participa de um debate sobre questões administrativas, planejamento, progresso pessoal e pesquisa. Os indivíduos podem reportar seu trabalho com o Liber KKK e outros trabalhos.
Publicações e comunicados de outros templos do pacto podem ser revistos.

Fechamento
O templo é fechado com o ritual de fechamento e se necessário aberto em outro grau para propósitos específicos com participantes selecionados. É comum que o trabalho do templo seja seguido por uma confraternização.

Assuntos do Pacto
Poucos rituais do Pacto possuem um fechamento escrito. Qualquer ritual que não possa ser memorizado deve ser revisto e simplificado em caráter de urgência. Em geral, quando um exercício ou ritual complexo é realizado, um membro explica detalhadamente aos outros de antemão e lhes guia na seqüência a ser seguida, dando instruções para os outros participantes, para que estes dêem sua contribuição no momento apropriado se necessário. O MT precisa da autorização de Magus do Pacto ,se o templo empreender trabalho mágico pago em benefício de pessoas de fora ou instituições. A aprovação também é necessária para que seja lançado um ataque mágico, de qualquer forma isso é condenado em circunstancias que sejam coercitivas.

Excomunhão
Caso um membro do Pacto torne-se intolerável, os membros do templo podem forçar uma excomunhão do Pacto por uma simples maioria, o MT tem o voto de Minerva. Caso o membro a ser excomungado seja o MT, o insubordinado tem o voto de Minerva. Os excomungados estão afastados das atividades do templo até segunda ordem e os membros não poderão discutir os assuntos do pacto com eles. Um tratamento mais severo por parte do pacto será tomado em relação ao excomungado, que tenha trazido sérios prejuízos ao pacto.

Nada é verdadeiro, Tudo é permitido!

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História

novembro 13th, 2007 | Categoria: Textos de Membros

Em 1976, num depósito abandonado de munição sobre uma montanha em Rhineland, dois magistas, um inglês, outro alemão, anunciaram a formação da ordem mágica com a celebração de uma missa caótica na companhia de 12 outros magistas associados.

Logo que saímos da montanha, um tornado passou exatamente naquela área. Isso não era nada mais do que um pequeno presságio do que estava por vir.

Nós deixamos a montanha com a idéia fixa de formar uma ordem como nunca havia existido antes, que quebraria com o molde existente e seria um veículo para a Magia do Caos. Um ano depois, alguns de nós nos encontramos num esplêndido castelo austríaco e formalmente nos unimos no Pacto Mágico dos Iluminados de Thanateros, usando como estrutura a simples base de quatro graus e cinco ofícios, que eu dividi em tempo hábil. Desde então, o pacto tem invocado um variado vendaval de criatividade, e uns 16 templos no UK, Alemanha, Áustria, Suíça, Austrália e EUA.

O encontro de todos os membros é realizado anualmente, às vezes, no mesmo castelo original. É sempre uma incrível experiência, durante a qual uma grande quantidade de trabalhos são realizados.

Ao dividir a estrutura, eu tentei superar os erros de ordens previamente estabelecidas, como a Golden Dawn e da Ordo Templi Orientis. Uma certa divisão de trabalho é essencial, apenas, para assegurar que as pessoas se responsabilizem por uma organização, que precisa ser organizada. Talvez isso pareça um absurdo para uma ordem na base de uma ou poucas pessoas, adotando a regra de um grande gurú todo poderoso. Sua sinceridade deve eventualmente ser invocada, e estes tipos de organizações não gostam de avançar em quaisquer idéias com as quais eles não começaram.

Crowley teve que romper com a G.D. para fazer sua própria contribuição para a magia, e Austin Spare teve que romper com Crowley, por sua vez. Este processo é uma estúpida perda de tempo e energia. Qualquer ordem contemporânea que deseje manter-se viva, requer uma estrutura excitante e inovadora ou, ao menos, uma comunicação direta que possa sobreviver em contato com qualquer ideologia dogmática. Uma hierarquia rígida e ensinamentos e crenças fixos destruiriam o espírito criativo, rapidamente. Deste modo, no Pacto, os templos individuais, que são as unidades básicas, experimentam quaisquer tipos de ensinamentos, rituais e idéias que quiserem, e compartilham resultados e inspirações por cartas informativas, revistas, um sistema computadorizado de correio eletrônico, visitas inter-templos e encontros anuais. Há, desta forma, uma seleção natural de idéias. Técnicas, encantamentos e rituais, que se descobre serem realmente úteis, passam a ser usados, substituindo o material antigo. Os membros que entram no pacto fervilhando de idéias são encorajados a pô-las em prática, imediatamente. Naturalmente, numa organização como esta, há menos ênfase à disciplina do que ao entusiasmo e à criatividade. O Pacto está mais interessado naqueles que experimentam a magia como uma coisa viva, do que naqueles que meramente seguem regras. Na realidade, o único poder que o Pacto reserva sobre seus membros é o direito de expulsão de membros extremamente não fraternos ou que possam trazer algum tipo de perigo para o Pacto. O Pacto possui dois objetivos, o primeiro é a busca do grande trabalho mágico e o prazer e proveito concomitantes nesta jornada. E, em segundo lugar, agir como uma força psico-histórica na batalha pelo pandemônio.

Para atingir completamente o primeiro alvo, nós utilizamos as facilidades de comunicação para trabalharmos juntos e desenvolvermos nossa própria magia, através da tr